A manutenção básica da vida, o estudo e a prática de ações de salvamento, resgate e primeiros socorros são as principais bandeiras defendidas pelo Grupo de Resgate e Emergência. A entidade civil, de direito privado e sem fins lucrativos, atua há mais de 12 anos em emergências causadas por acidentes de trânsito, desastres, catástrofes, sinistros e outros eventos. O GRE também desenvolve campanhas educativas para alertar os cidadãos sobre a importância do conhecimento de primeiros socorros, assim como a segurança no trânsito e prevenção a acidentes domésticos.
A idéia surgiu em 1989. Alertados por grave acidente com um amigo, um grupo de universitários treinados em primeiros socorros resolveu aprofundar o conhecimento a respeito da violência do trânsito, dos frágeis métodos de combate e, principalmente, de atendimento aos acidentados. Apesar de ter um excelente atendimento, o Corpo de Bombeiros trabalha sobrecarregado, em virtude da má utilização do serviço por parte da população ou até mesmo por falsas chamadas.
No Brasil, cerca de 10% do número de mortes são causadas por acidentes automobilísticos. A maioria das vítimas está na faixa etária entre 19 e 44 anos, ou seja, no período mais produtivo da vida. Engajado na preservação da vida, o GRE decidiu agir por conta própria, ao invés de esperar, passivamente, a ação do Estado. O trabalho voluntário seguiu o exemplo de movimentos comunitários desenvolvidos nos Estados Unidos, que contam com a participação de cidadãos nas emergências pré-hospitalares. No Rio de Janeiro, onde o Grupo iniciou o trabalho de resgate e cursos de primeiros socorros, a entidade conseguiu o reconhecimento das autoridades da Segurança Pública. Instâncias do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar concederam declarações que constataram a importância do trabalho voluntário disponibilizado pelo GRE. Os órgãos ofereceram ainda autorizações para os veículos da entidade estacionarem e transitarem em áreas de emergência.
No Brasil, cerca de 10% do número de mortes são causadas por acidentes automobilísticos. A maioria das vítimas está na faixa etária entre 19 e 44 anos, ou seja, no período mais produtivo da vida. Engajado na preservação da vida, o GRE decidiu agir por conta própria, ao invés de esperar, passivamente, a ação do Estado. O trabalho voluntário seguiu o exemplo de movimentos comunitários desenvolvidos nos Estados Unidos, que contam com a participação de cidadãos nas emergências pré-hospitalares. No Rio de Janeiro, onde o Grupo iniciou o trabalho de resgate e cursos de primeiros socorros, a entidade conseguiu o reconhecimento das autoridades da Segurança Pública. Instâncias do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar concederam declarações que constataram a importância do trabalho voluntário disponibilizado pelo GRE. Os órgãos ofereceram ainda autorizações para os veículos da entidade estacionarem e transitarem em áreas de emergência.
Criado nos Estados Unidos em 1966, o Serviço de Emergências Médicas, conhecido internacionalmente como Emergency Medical Services (EMS), surgiu da análise “Morte e Deficiência por Acidentes: Uma Descuidada Doença da Sociedade Moderna”, realizada pelos Comitês do Trauma e Choque da Academia Nacional de Ciências. A pesquisa revelou ao povo e ao Congresso Americano que o atendimento pré-hospitalar era seriamente inadequado nos EUA. Mostrou também os índices estatísticos dos resultados obtidos na qualidade de sobrevivência e recuperação das vítimas de traumas e choque quando atendidas de forma adequada.
A partir dessa publicação, o governo americano baixou um ato que obrigou as entidades governamentais de Segurança Rodoviária à desenvolverem um programa para criar um Sistema de Atendimento de Emergências que fosse realmente eficiente. Caso contrário, o governo reduziria 10% dos fundos para manutenção das rodovias federais. A pedido do Congresso, a Administração Nacional da Segurança nas Estradas (National Highway Traffic Safety Administration), parte do Departamento de Transportes (Department of Transportation) e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (Department of Health and Human Services) criaram uma fonte de fundos para desenvolver e melhorar sistemas de atendimento de emergência pré-hospitalar.
Em 1968, foi criado o telefone centralizado para chamadas de emergências, o 911, designado pela Companhia Telefônica e de Telégrafos Americana. O Departamento de Transportes americano desenvolveu o programa para treinamento e formação de Técnicos
Em 1972, o então presidente Nixon delegou ao Departamento de Saúde a atribuição para que fossem desenvolvidas novas formas de organizar os Serviços de Emergências Médicas. A medida resultou na assinatura de diversos contratos com entidades de iniciativa privada, que receberam o investimento de aproximadamente U$ 8,5 milhões em pesquisas de base.
Em 1975, foi fundada a Associação dos Técnicos
Os padrões de treinamento para Técnicos
No Brasil, o Serviço de Emergências Médicas encontra-se defasado em relação aos países desenvolvidos, que utilizam protocolos e procedimentos padronizados, destinados a integrar as diversas equipes profissionais das corporações vinculadas à Segurança Pública com a população
Portanto, o sistema brasileiro funciona mais como uma forma técnica especializada de remoção emergencial de vítimas do que, propriamente, como um atendimento de emergências pré-hospitalares especializado na preservação da vida. Para que seja possível adequar o nosso sistema de atendimento de emergência a essa realidade, será necessário um extenso programa de treinamento, com envolvimento do público em geral, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Será preciso também modificar conceitualmente o direito de atuação e intervenção dos Técnicos
Os Bombeiros ocupam, indiscutivelmente, um importante papel no desempenho do SEM. Merecem, portanto, destaque especial e, principalmente, uma mudança conceitual nas funções que ocupam dentro desse sistema de emergências pré-hospitalares. O Corpo de Bombeiros responde pelas primeiras chamadas de emergência, logo, são os primeiros a atender as vítimas acidentadas com treinamento adequado. Porém, é fundamental que vida da vítima seja estabilizada com os critérios de Suporte Avançado de Vida, para que, a partir daí, os bombeiros realizem o transporte da vítima com tranqüilidade para um hospital.
Além dos cursos e treinamentos, o GRE atua também onde a vítima mais necessita. Em contato com as escutas da Polícia Militar, equipes da entidade se deslocam ao local do acidente. A idéia é proporcionar ao acidentado mais conforto e um primeiro socorro adequado, além de oferecer melhores condições para o suporte avançado, realizado pelo Corpo de Bombeiros.
Os primeiros minutos após o acidente são cruciais. O socorro rápido e eficiente faz toda a diferença entre a vida e a morte da vítima. Com treinamento certificado por padrões internacionais, as equipes do grupo trabalham com um tempo de resposta mínimo. O GRE conta com toda a estrutura e equipamentos necessários para prestar os primeiros socorros. Nosso principal objetivo é minimizar o sofrimento dos acidentados e diminuir os riscos de lesões graves.
Um atendimento ágil evita a ação de curiosos e populares. No intuito de ajudar, muitas vezes, eles acabam por provocar danos adicionais com o manuseio inadequado da vítima. Em alguns casos, o “auxílio” pode até mesmo resultar na morte do acidentado. As estatísticas mostram que nos acidentes de carro, aproximadamente 20% dos óbitos ocorrem por falta de primeiros socorros ou mau atendimento. O índice pode ser reduzido consideravelmente, se uma equipe treinada chegar ao local com rapidez.